terça-feira, 5 de junho de 2012

ATA RO ABRIL 2012



                                      CONSELHO DISTRITAL DE SAÚDE DA AP-3.1
                        Rua São Godofredo. s/n – Anexo à CAP-3.1 – Penha
                     Contato: Tel: 2260-0294 – E-mail: condisaudeap31@hotmail.com


ATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DO CDS DA AP 3.1. DE 18 DE ABRIL DE 2012.

Aos dezoito dias do mês de abril do ano de 2012, às 14 horas e 40 minutos, deu inicio a reunião ordinária do Conselho Distrital de Saúde da AP 3.1 no auditório do prédio da Coordenadoria de Saúde da A.P. 3.1, sito a Rua São Godofredo, s/nº - Penha, com a seguinte pauta: “DENGUE E INFORMES GERAIS”. A senhora Maria de Fátima Gustavo Lopes presidente deste conselho, convida para compor a mesa, Hugo Marques Fagundes Junior - Coordenador da CAP 3.1, Valéria Gomes Pereira (gestora), Jorge Rodrigues Moreira (Profissional de Saúde), e os palestrantes Márcio Garcia,  Maria Fatima Maia e Jamine Simões. Dando continuidade à reunião,   a senhora presidente faz a leitura da pauta do dia: ‘”DENGUE, E INFORMES GERAIS”. e em seguida, passa palavra ao Palestrante Márcio Garcia (Superintendente de Vigilância em Saúde -SMSDC) que após se apresentar fala do que compõe a Vigilância em Saúde (Coordenação de Imunização; Coordenação de Vigilância Ambiental que cuida da questão da Dengue e de outras doenças como mosquitos, escorpião, zoonozes e outros; Vigilância Epidemiológica (responsável pela notificação das doenças de notificação compulsória). Segundo o palestrante, a Dengue hoje é a maior preocupação da SMSDC, pois vive-se no momento em estado de alerta, existindo a possibilidade de vivermos uma epidemia como foi em 2002 e 2008, não se podendo dizer ainda qual a proporção, portando buscando todos os esforços para passar bem por esta epidemia minimizando os danos, reduzindo o numero de doentes e consequentemente o número de óbitos, sendo hoje o principal objetivo do Município do Rio de Janeiro e do Brasil. Segundo o palestrante, somente a Dengue não é motivo de justificativa para o óbito, exceto naquelas pessoas que já tenham uma outra doença que possa se agravar com o quadro de Dengue. E se o quadro de Dengue for detectado no inicio e acompanhado corretamente, o óbito é evitado. Por isso não se comemora ainda a queda nos casos de óbitos em relação ao ano passado. Fez uma apresentação do panorama da cidade sobre a Dengue, enfocando a AP-3.1, com dados da semana epidemiológica 15 que vai até o dia 14 de abril. Márcio começou falando da Dengue no Município do Rio de janeiro, na parte de Assistência ao paciente, controle vetorial e Promoção da Saúde (educação e mobilização). Atualmente já informados 40.252 casos de Dengue em todo o Município, em janeiro menos de 1.000 casos, com curva crescente que deverá atingir seu pico agora em abril, tendendo a decrescer. Marcio informa que tem ainda hoje uma situação de aumento de casos e que os números informados tendem a se modificar mediante a chegada de novas notificações que possam estar atrasadas devido à trâmite burocrático. Segundo o palestrante, teoricamente março e abril são os piores meses e já passamos por março com curva crescente, ou seja, ainda não passamos pelo pior momento que poderá se estender até maio por razões climáticas (verão mais tardio). Apresentou o gráfico do Município com 40.252 casos e o gráfico da AP-3.1 com 3.281 casos, ou seja, acima do limite máximo esperado como todo o Município do Rio de Janeiro. Informou que é caracterizado como média incidência. Apresentou os casos por faixa etária, por estabelecimentos, por AP, citando as Aps 3.3 e 5.2 com maior número de notificações. Na AP-3.1, 20% dos casos encontram-se na faixa etária de 0 à 14 anos, sendo o maior índice de pessoas de 25 à 59 anos, como o esperado. Maior número de casos são notificados pelas unidades básicas de saúde, citando a Clínica Felippe Cardoso entre as 10 unidades com maior número de notificações: 854 casos. Apresentou gráfico com os quatro sorotipos de dengue que estão circulando e que temos uma população inteira desprotegida da Dengue tipo 4. Apresentou um gráfico com os quatro tipos de Dengue, onde mais de 80% é do tipo 4. Apresentou gráfico de acompanhamento de casos graves e de óbito. Até o momento, no ano de 2012 foram confirmados 141 casos graves, 09 óbitos, sendo l na área da AP-3.1. Em 2011 tivemos 1056 casos graves, com 51 óbitos confirmados e em 2008 tivemos mais de 150 casos de óbitos confirmados, sendo que neste período já havíamos passado de 100 óbitos, o que nos mostra que hoje estamos mais preparados, resultado de todo um trabalho de aumento do número de vigilantes em saúde, aumento do número de pólos para 31, intensificação das atividades educativas, aumento no número de carros fumacê. As áreas da AP5.2; AP5.1 e AP3.3 são as áreas de maior incidência, já sendo considerado surto. A área da AP3.1 é considerada de média incidência, sendo a 4ª área do município em número de casos de Dengue. Márcio apresentou a planilha de distribuição de pólos no Município do Rio de Janeiro, num total de 31 polos, em média 3 pólos por AP.,  dois pólos 12 horas e um pólo 24 horas, sendo que A.P. 5.2 já tem um quarto pólo, se for preciso, ampliaremos primeiro a capacidade de atendimento desses pólos e se necessário, abriremos outros pólos, diz Márcio Garcia e continua: A princípio, estamos trabalhando na ampliação da capacidade de atendimento desses pólos, contratando mais profissionais. Apresentou gráfico do total de atendimentos, sendo mais de 100.000 (cem mil) atendimentos em todo o município do Rio. Apresentou um Ranki de dois pólos, sendo o pólo que mais atendeu, Mazao Couto, da AP-5.1, que é a segunda áreas em números de casos de dengue, depois Belizário Pena, na AP-5.2, Silva Telles, Souza Marques, aí vindo Felipe Cardoso em 12º lugar em números de atendimentos. Apresentou gráfico de acompanhamento do controle vetorial (controle do mosquito). Márcio diz: Temos um acompanhamento, chamado de LIRA (levantamento rápido o índice de infestação do mosquito), é forma de medir como é que está a infestação do mosquito, quanto de mosquito tem na cidade. O Ministério da Saúde, também tem uma classificação do risco, baseado nesse índice; abaixo de 1 (um), é considerado baixo risco, é uma situação segura. De 1 a 4 é médio risco, e acima de 4 é alto risco. E segue explicando. Alguém pode perguntar: com tanta ação, com o aumento do número de agente, com aumento do fumacê, nós ainda temos tantos casos de dengue? Temos! Porquê o índice de infestação do município é 1,5. O que não é uma situação segura ainda, é uma situação de médio risco, e nós temos  algumas áreas da cidade que estão mais alto ainda do que a média do município, como por exemplo: A AP-3.1, está exatamente igual a média do município, mas a AP-3.3, que é a nossa área com mais casos, está com 2,5. Isso explica porque algumas áreas tem mais casos do que outras, sem contar que têm uma particularidade do mosquito, isso é um levantamento, ele não dá exatamente a realidade, eu posso ter situações dentro de área, com o índice de infestação maior. O mosquito da dengue tem uma particularidade importante, ele gosta do ser humano, ele gosta de estar pertinho de vocês. Ele gosta de ficar dentro das casas. Isso é um fator que dificulta muito nosso trabalho, porque, tem casas que a gente não consegue entrar, porque está fechada, ou porque está abandonada, porque o proprietário não deixa...Mesmo com o agente de vigilância todo uniformizado, com o crachá, quando chega para fazer o trabalho dele, para ajudar, e o indivíduo diz: não quero, não vou te receber. Então isso acontece, e essas questões fazem não adiantar nada você cuidar da sua casa, se o vizinho não cuida. Esta é a realidade. Na verdade, todo o quarteirão, toda aquela comunidade, tem que cuidar de forma igual, porque se a gente tem um único foco em uma casa, aquele foco é suficiente para produzir mosquito para contaminar uma rua inteira, um quarteirão inteiro. Em seguida, o palestrante apresentou um mapa da situação do município. O vermelho são áreas que tem mais mosquito, o amarelo é uma situação mediana e o verde é uma situação mais tranqüila. A maior parte do município está amarelo, em uma situação de médio risco. Sem contar que, nós temos situações pontuais de alto risco aqui na AP-5.2, AP-4.0, AP-3.3 e áreas de divisas. Esse é o problema, é isso que está fazendo com que a gente continue com o número elevado de casos. Normalmente o mosquito voa 300 metros, mas as vezes ele pega carona no ônibus ou em carro aí ele acaba voando mais, mas essa é a importância de trabalhar de forma igual. A gente desenvolve trabalhos até com outros municípios vizinhos, como os da baixada, para poder ter uma situação um pouco mais confortável. Apresentou um mapa da AP-3.1, que tem o formato de um rinoceronte, onde sua maior parte está amarela. As siglas A2, C, D... É um tipo de depósito que o mosquito colocou a larva, que predominou em cada área. È importante que este conselho e outros membros da comunidade saibam qual é o depósito que está predominando no seu bairro, para realizar um combate mais específico para cada área. Esse material ficará com o Coordenador Hugo aqui na CAP-3.1, então ele trabalha isso mais especificamente com vocês, traduz isso em um informe e distribui para vocês. Mas temos avanços, e isso é fruto de trabalho, eu não gosto de fazer propaganda sem amostrar a prova, só podemos fazer a propaganda de um trabalho quando ele realmente pode ser amostrado. Apresentou um gráfico das séries históricas da epidemia na cidade. Lembra daquele índice de infestação que eu amostrei, aqui, é a série histórica no município do Rio de Janeiro desde 2005, ou seja, em 2005, era 9,2 o índice do município, em 2007 era 7,5. Em  2008, antes da epidemia o índice era de 4,2 ; 3,7 ;  Hoje, nós vivemos essa situação de 1,5 que é o 2º menor índice de infestação em toda a história desse levantamento no Rio de Janeiro, mas não vamos relaxar, ainda não estamos satisfeitos ainda com isso, para ficarmos satisfeito mesmo só quando baixarmos de 1, que é um índice considerado seguro. Apresentou um gráfico dos números de visitas nas residências pelos agentes de endemias. Em função da chamada dos agentes de vigilância, que do último concurso chamamos mais de 1000 (mil) e ainda vamos chamar mais, nós vamos dobrar o número de agentes, quando comparamos o número de agentes que tínhamos em 2008 com o números de agentes que vamos ter agora em 2012, com isso a gente consegue cobrir o município todo, o que não fazíamos isso antes, e ter agentes atuando em todos os locais. Hoje nós atuamos em todos os locais do município, mesmo que seja só para fazer um levantamento, mesmo nas áreas que não estão pacificadas, temos um nível de atuação, é claro que menor, mais complicado, mas hoje não há nenhuma área do município que agente não entre. E isso faz com que aumente o número de visitas, ou seja, a gente passa a ir mais vezes nas casas desenvolver um trabalho rotineiro do agente. Então hoje, com dados mais atualizados, nós temos 1.989.000 visitas já realizadas só no ano de 2012, a nossa expectativa é de realizar mais de 7.000.000 de visitas nesse ano, o que é o maior número de visitas realizadas na história do município. Só que não basta, a visita, por melhor que ela seja, ela tem um período. O agente vai passar na sua casa hoje e vai voltar depois de um tempo, mas o mosquito se multiplica em 10 ou 15 dias, dependendo das condições de temperatura. Nós vamos te ensinar o que fazer, vai fazer um tratamento com um pó em sua caixa d’água ou no seu ralo, mas o trabalho tem que ser continuo. Por isso que há um papel importante da população nesse trabalho de combate ao mosquito. Têm estudos que comprovam, se você tirar um dia por semana e fazer uma vistoria em sua casa, eliminando todos os depósitos que estiverem acumulando água, você não vai ter Aedes Aegypt na sua casa. Tem estudos feitos pela Fiocruz, feitos por pesquisadores internacionais que dizem 10miutos por semana. Por que por semana? Porque o mosquito não se reproduz em menos de uma semana. Então se você Eliminar esses focos em uma semana, você quebra esse reprodução dele. Apresentou um gráfico de detalhamento por área. Destaca a importância da participação de todos, na casa, na igreja, na associação comunitária. Diz que a pendência hoje no município, é de 25%. O que chama de pendência, são os imóveis que os agentes não conseguiram entrar para fazerem o trabalho efetivamente, ou seja, ¼ das visitas que o agente faz ele não consegue entrar. Ou o imóvel está fechado, ou não tem dono, está abandonado ou o proprietário não deixou entrar, e aí vocês podem observar que a AP-3.1 está acima da média do município. Isso quando eu olho a área toda, tem bairros que ainda é mais elevado. Foi pior, porém melhoramos aumentando o número de agentes, fazendo visita compulsória, 1746, onde o cidadão, denuncia e o agente vai na residência. Diversas estratégias e ações realizadas nos bairros nos sábados, visando entrar nas casas que não foi possível entrar durante a semana. É importante ter um agente fixo no território, porque dessa forma ele conhece as pessoas, conhece melhor a área onde exerce o seu trabalho, pois as constantes mudanças, acabam não nos permitindo conhecer o trabalho daquele agente específico. Sobre a questão da entrada compulsória, que se baseia no decreto publicado pelo prefeito no ano passado (2011), declarando o estado de alerta e possibilitando a entrada dos agentes de saúde do município, se necessário, de forma forçada, mesmo em casas que estiverem abandonadas ou que o proprietário proíba de entrar. Ainda não foi necessário realizar nem uma em casas em que o proprietário  proibia de entrar. Nós normalmente entramos em casas abandonadas, essa é a principal situação. Já foram realizadas desde a publicação do decreto, 145 entradas compulsórias. O percentual da média de resolutividade da AP-3.1, é de 77%, porém, é a segunda mais baixa, é preciso verificar o porquê de está acontecendo isso, e se preciso, fazer mais entradas compulsórias, mas não é a principal estratégia, é em último caso, até mesmo porque, a entrada compulsória da muito trabalho, precisa ir com um chaveiro, arrombar o cadeado, depois colocar outro novamente, as vezes são 3,4,5 agentes que vão para fazer o trabalho, tem que ir com a COMLURB, porque as vezes tem que fazer a limpeza, é uma mega operação, que demanda muito trabalho. O 1746, é o  telefone em que se faz a denúncia em casos de suspeita de focos de dengue. Hoje temos uma resolutividade de mais de 96% no município, ou seja, mais de 96% das denúncias são atendidas, e a AP3.1, tem uma média de 93,2%, não é o mais alto mas está acima do esperado, quando o pactuado foi 90% de atendimento. O prazo para o atendimento hoje é de cinco dias úteis, e temos que atender dentro do prazo. O palestrante dá continuidade a sua apresentação falando sobre o uso do fumacê na cidade. Em 2008, nós não tínhamos nem um carro fumacê, em todo o município do Rio de Janeiro, em pleno ano de epidemia, e hoje temos 40 carros fumacê, rodando na cidade. O palestrante perguntou aos participantes: “Alguém, já viu este equipamento rodando nas proximidades de suas residências? Tendo a maioria respondendo que não, o palestrante deu prosseguimento. O carro fumacê tem o uso muito específico, seu veneno só mata o mosquito Aedes Aegypt, por isso é direcionado para áreas que tem um grande número de casos, e um grande número de mosquitos. Ele é um inseticida, por isso tem que ser usado com muito cuidado, para realmente fazer o efeito dele, não podemos usar demais, porque do mesmo jeito que mata o mosquito, pode matar borboletas e outros que não tem nada haver com a história. O fumacê é uma estratégia complementar, ele não vai resolver o problema por dois motivos: 1º Ele só mata uma parte dos mosquitos, os estiverem voando naquela hora. 2º não mata os que ficam dentro das residências. Os da residências, só eliminando o local em que ele põem os ovos. Então, vocês que são formadores de opinião, que são lideres comunitários, é preciso terem essa informação muito clara. O carro fumacê é estratégia complementar, a eficácia não é total, por isso que usamos um pouco mais de cautela. Mesmo assim estamos ampliando, não tínhamos nem um carro em 2008, agora nós temos 40 carros, circulando em 55 bairros. O palestrantes fala agora sobre educação e mobilização. Educação e mobilização é extremamente importante, não adianta só usarmos o carro fumacê e os agentes de vigilância visitando as casas, as pessoas precisam ser educadas, conscientizadas, de qual é o dever de cada um, gostamos de ter os direitos, mas também temos os deveres, já foram feitas diversas estratégias de educação, de mobilização, já fizemos diversas aqui, eu mesmo tive o prazer de ir em algumas aqui no Alemão, é um dia de festa, tudo que fala em educação é festa. Já mobilizamos no município, mais de 700.000 pessoas. A AP-3.1, já realizou mais de 200 eventos de educação e 62 eventos de mobilização, mobilizando mais de 18.000 pessoas, acho que podem mobilizar mais. Até porque vocês tem uma densidade demográfica muito alta e muitas comunidades. Tem que priorizar um pouco mais essas ações, principalmente as ações educativas. O palestrante fala sobre os pólos de combate a dengue no município. O pólo 12 horas que funcionava na clínica Assis Valente, vai funcionar agora na UPA Manguinhos, sendo que agora 24hs. Nós não estamos fechando uma unidade para atender dengue, a clínica Assis Valente continua atendendo dengue, nenhuma unidade de saúde do município pode se negar a atender paciente com dengue, ele faz o primeiro atendimento e se for preciso, ou pela gravidade do caso ou pela necessidade de acompanhamento, a unidade pode até orientar a procurar o pólo, mas antes ele faz o primeiro atendimento, analisa aquele caso, e a partir daí pode dar o encaminhamento. Se vocês identificarem alguma unidade de saúde do município que tenha acontecido isso, de não atender, e mandar direto pro pólo, está errado, avisa para o Coordenador Hugo e para mim, afim de fazermos essa correção de forma imediata. O palestrante finaliza sua apresentação, divulgando dados sobre a caminhada contra dengue, realizada uma vez por mês em cada unidade de saúde. A caminhada da dengue é uma grande estratégia de mobilização, mas não é só para cuidar da dengue naquele dia, é só um dia festivo, para lembrarmos mais ainda da dengue, e ela vem mobilizando muita gente na cidade. Na última caminhada, participaram mais de 210.000 voluntários e mais de 4.000 funcionários.Foram eliminados 5.855 criadouros e 4.341 focos do mosquito Aedes Aegypt. O palestrante agradece e se coloca à disposição para todos tirarem dúvidas. Informou seu telefone: 8909-1107, porém pediu que se for para denunciar foco de dengue, ligar para 1746, que é o canal oficial. Em seguida, abriu-se para as perguntas. Com a palavra o Dr. Hugo Fagundes ( Coordenador da AP-3.1), aproveita para fazer alguns comentário, destacando o que vem sendo realizado na área. Evidentemente tem um esforço muito grande aqui na área, e compreendemos a gravidade da situação. Da metade do ano passado (2011) pra cá, esse deve ser a 8º reunião em que a nossa pauta é a Dengue, nós temos uma área da cidade que está tendo o maior número de casos, que é a AP-3.3. O mosquito ele voa em um raio de 120 m, tem vento, pega ônibus, para passar o complexo do Caricó e vim para cá, e termos um número maior de caso, é uma coisa que pode estar acontecendo agora e a gente não está percebendo. Nós passamos de um patamar de 30 atendimentos de casos por dia na Clínica Felipe Cardoso, para uma média de 160 atendimentos dia. Hoje a decisão de abrir o pólo da UPA de Manguinhos, é para evitar que o caso se agrave, e que os que precisam fazer hidratação não sobrecarreguem os hospitais. A Ilha do Governador tem um pólo no H.M. Paulino Werneck, que é o que mais atende da nossa área. Nesse momento, não tem sentido, vendo a Leopoldina crescer, manter o pólo da Clínica Assis Valente atendendo um, dois  ou três casos por dia e ficarmos transferindo paciente para fazer hidratação no H.M. Paulino Werneck. Precisava distribuir melhor os recursos e a única diferença que tem é que a C.F.Assis Valente, não funciona mais nos finais de semana e nos feriados, sendo esta a única diferença. Os equipamentos estão lá, a equipe está treinada, quem chegar lá vai ser atendido, e vai entrar na linha de cuidado da dengue que estamos procurando manter em todas as unidades. Agregamos mais recursos na UPA Manguinhos, para não ficarmos “atropelando” a rede hospitalar. Outro aspecto importante é que existe um esforço grande para conseguir mobilizar a população tanto para receber o carro fumacê, que vão começar a rodar na próxima semana com equipamento de som, avisando a população da passagem do fumacê, para que deixem a janela aberta, ou mesmo alertando que está havendo muito caso aqui nessa área. Vamos tentar trabalhar a mobilização também de forma direta. Também vamos fazer essa entrada compulsória, já fizemos três, todos no Bairro Jardim Guanabara, na Barra da Tijuca, e são casas complicadas de entrar  Em seguida Carlos que se identificou como o responsável pela vigilância ambiental e reforçando a fala do Palestrante Macio Garcia, diz que hoje o 1746 já atingiu os 95% e os números de casos notificados citados pelo Márcio em 77%, hoje já chegou a 90%. Para que possamos observar a mudança ocorrida em 1 semana.Informou também 200 bloqueios realizados (raio de 150 metros no entorno do caso confirmado, complementando que para cada bloqueio é utilizado o trabalho de 10 agentes, ou seja, neste caso 2.000 agentes. Informou ainda que temos 323 agentes em campo, porém informou que mais importante do que o pó que o agente coloca é conseguir eliminar o criadouro. Carlos acrescentou que os agentes de saúde serão treinados para além de desempenhar o seu trabalho, fazer também a inspeção do imóvel à busca de criadouros do mosquito. Em seguida a Palestrante Maria Fátima Maia de Araújo reforça o cuidado de se evitar o Dengue 4, citando como grupos de maior risco idosos, gestantes, pacientes de risco e menores de 15 anos. Com a palavra Hugo Fagundes diz ser inadimissível o presença de focos de dengue em residência de profissionais de saúde, conselheiros ou em unidades de saúde. Em seguida, a Presidente deste conselho Maria de Fátima Gustavo Lopes informou que entregou ao representante do Hospital Estadual Getúlio Vargas, ofício CDS 015/2012 indicando os conselheiros da AP-3.1 para compor o conselho de gestão participativa do H.E.G.V..Com a palavra Nereu Lopes complementou a presidente Fátima que os conselheiros do Município do Rio de Janeiro tem que ser da AP-3.1, podendo ter outros conselheiros de outros municípios. Em seguida o Conselheiro Severino Lino critica que o conselho tem que sair das quatro paredes e que os diretores tem que repassar nas unidades o que acontece no conselho senão fica subjetivo. Que tem que ter comunicação com visibilidade. Em seguida Gilberto Souto da Silva – representante da FAFERJ, informa que tem reunião dia 28/04 no CMS Américo Veloso para saber como está o funcionamento da unidade.Em Seguida, José Ricardo de Vigário Geral, solicita material (capa de caixa, cartazes) e comunica que faz assembléia todas as quarta-feira para mais ou menos 100 pessoas. Ainda em sua fala, comunicou o processo eleitoral com posse prevista para 01/05/2012. Em seguida a presidente Maria de Fátima Gustavo Lopes solicitou ao Coordenador Hugo Marques Fagundes Junior as informações da Rede Básica para cumprir exigências do Ministério Público. Ainda em sua fala a Presidente Maria de Fátima informou sobre o Seminário de Pactuação de Rede da AP-3.1 à realizar-se no dia 16/05/2012 das 09 às 16 horas no auditório da ENSP-FIOCRUZ, citando em seguida o nome dos convidados palestrantes.Márcia Reis da CAP-3.1 diz que tem movimento grande no Ministério Público e que o fluxo de encaminhamento dos documentos serão centralizados. O conselheiro José Ricardo diz que o conselheiro deve pedir audiência na promotoria para saber o que eles querem exatamente. A presidente informa que tem audiência agendada no Ministério Público. A Conselheira Márcia Mattos Magalhães Monteiro do CMS Madre Tereza de Calcutá declara que o trabalho do Madre Tereza é um colegiado, sempre em parceria com a CAP-3.1.. Em seguida, a Conselheira Valéria Gomes Pereira informa que encontra-se aberto o processo seletivo do CEJAM para o Hospital Evandro Freire e para os COREs e informa o site www.saudeprev.com.br (trabalhe conosco no Rio). Retomando a palavra, Hugo Fagundes diz que sábado – 12 horas ocorrerá  a reinauguração do CMS Nagib Jorge Farah. Informou ainda que o prefeito concordou em fazer reforma em 12 unidades tradicionais, dentre elas a Policlínica Newton Alves Cardoso, CMS Necker Pinto, CMS  Madre Tereza de Calcutá e Policlínica José Paranhos Fontenelle (prédio da Rua 3). Falou ainda do uso do espaço cedido pela Associação de Moradores do Parque União para criação do CMS  Parques União para receber 2 equipes do Hélio Smith e assim organizar melhor o atendimento à população do Parque União. Falou da criação de um centro de vacinas, da intervenção no Parque Royal, porém com esforço maior no CMS José Breves. Citou o CMS Américo Veloso como unidade que já passou por intervenção. Ainda em sua fala, o Coordenador Hugo Marques Fagundes Junior falou que não tem perspectiva de ampliação neste 1º semestre, porém no segundo semestre prevê a construção do CMS, que propomos se chamar Agostinho Neto na Vila do Pinheiro que vai suceder ao CMS Gustavo Capanema. Não se trata de uma expansão, é uma mudança de endereço e de lógica de trabalho. Para finalizar, esse investimento do fórum de Pactuação de rede a ser realizado dia 16 de maio, na ENSP, será um excelente momento para discutir com nossos parceiros da rede hospitalar o desenho da nossa área. Teremos a oportunidade de realizarmos pactuações, porque muitos pacientes que deveriam estar na rede primária, inadequadamente ainda procuram a rede hospitalar, e precisamos desafogar principalmente as emergências dos hospitais absorvendo essa clientela. Precisamos saber qual o papel de cada rede e o quê que ele vai poder contribuir nessa rede local. Em seguida Gilberto Souto da FAFERJ informa que no próximo dia 25, 19 horas, ocorrerá uma assembléia na sede para discutir o processo eleitoral com as associações filiadas.Em seguida a convidada Alzira de Jardim América pergunta se as equipes do Nagib vão cobrir da Rua 1 até a Rua Teixeira de Souza e se haverá aumento do quantitativo de equipes. Em seguida o Conselheiro usuário Eidimir Thiago pergunta por que foi dado à Clínica de Família de Lucas o nome de “Joãzinho trinta”e não o nome de alguém da área médica e outro problema é a questão de área, quando moradores de Parada de Lucas não são atendidos na referida clínica. Hugo começa respondendo que a cobertura inicia-se sempre por algum lugar. Porém quando atinge o limite máximo de atendidos no programa, deve-se aguardar a reorganização para atingir novas áreas. Não é livre demanda como as UPAs. Hoje temos 124 equipes, embora o planejamento orçamentário é para 107 equipes. A intenção é crescer, porém no momento, não tem condições . Na área de Lucas próximo ao IBGE a intenção é construir uma clínica da família e um CAPS (Centro de Apoio Psico –Social). Tem pretenções também para Vigário Geral, porém no plano estratégico do orçamento do próximo período. Em seguida Nereu Lopes levanta a questão de uma atividade a ser realizada na Maré pelo Cosme e convida a Coordenação de área e a presidente do CDS para uma reunião dia 24 próximo afim de pactuar o referido evento. Sobre o seminário, Nereu acrescenta a importância de uma introdução na abertura do referido seminário explicando qual a sua finalidade e sua importância. E ainda em sua fala complementa a importância da cobrança por parte dos conselheiros. José Ricardo de Vigário Geral, comentando em relação à fala do Coordenador Hugo, diz que não adianta fazer puxadinho (dar jeitinho) tem que ser algo que funcione. Não adianta fazer obra se não tem profissional para trabalhar. Se não ficar bem entendido o que é política de saúde, não vai funcionar nada, vai haver sempre corrupção. Em resposta, Hugo diz que corrupção envolve sentimentos e é um grande mal na nossa sociedade. Porém neste nosso meio de trabalho não há espaço para corrupção e se senti à vontade de falar que todos os nossos processos de expansão, reforma ou acompanhamento passa por auditoria do tribunal de contas do município. Portanto respira tranqüilo quanto à prestação de contas da atenção primária e NASF da AP-3.1. Finalizando, a senhora presidente reforça a presença dos conselheiros no seminário, agradece a presença de todos e encerra a reunião às 18:20 horas da qual eu Jorge Rodrigues Moreira na função de relator, lavro a presente ata, que é por mim assinada e pela presidente deste CDS. 
                                                      Rio de Janeiro, 18 de abril de 2012.

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            Maria de Fátima Gustavo Lopes                                                Jorge Rodrigues Moreira
                         - Presidente -                                                                        - Relator -

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